Chamam-me trágica,
Mas a tragédia é o mundo
Eu só retrato o que acontece,
O que o destino, em seu tear invisível,
Por si só, tece.
Eu falo do que normalmente ocorre,
Do que nasce, do que morre
Mas só faço falar
Sem tornar possível,
E sem tentar evitar.
Os filmes são tristes,
Os livros também.
Os dias são cinzas
E a chuva já vem.
Natureza que se derrama,
Em tristeza e depressão
Apagando a cálida chama
Que queima meu coração.
Pessoas se desentendem
Paixões chegam ao fim
Amigos vão-se embora
Levando parte de mim.
Tudo no mundo acontece
Como o destino quis
E tudo o que ele tece,
Parece ser sempre gris.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
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